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Religião e Ciência. Estes são os temas centrais abordados em Os Grandes Iniciados, em que essas duas forças aparecem como inimigas e irredutíveis. A religião responde às necessidades do coração, daí a magia eterna; a ciência às do espírito, da força invencível.
A Religião sem prova e a Ciência sem esperança estão de pé, uma em frente à outra, desafiando-se sem poder se vencer.
A Ciência só se ocupa do mundo físico e material; a filosofia moral perdeu a direção das inteligências; a Religião governa também em certa medida as massas, mas não reina sobre as mais altas camadas sociais; ainda grande pela caridade, não brilha mais pela fé.
Todas as grandes religiões têm uma história exterior e uma história interior; a primeira aparente; a outra escondida. Por história exterior, entende-se os dogmas e os mitos ensinados publicamentre nos templos e nas escolas, reconhecidos no culto e nas superstições populares. Por história interior, entende-se a ciência profunda, a doutrina secreta, a ação oculta dos grandes iniciados, profetas ou reformadores que criaram, sustentaram e propagaram as mesmas religiões.
A Ciência e a Religião, essas guardiãs da civilização, perderam ambas o dom supremo, sua magia, a da grande e forte educação. Os templos da Índia e do Egito produziram os maiores sábios da Terra. Os templos gregos modelaram heróis e poetas. Os apóstolos de Cristo foram mártires sublimes e deram origem a milhares de outros. A Igreja da Idade Média, apesar de sua teologia primária, fez santos e cavaleiros, pois tinha fé e, mesmo aos trambolhões, o espírito do Cristo manifestava-se nela.
Hoje, nem a Igreja aprisionada em seu dogma, nem a Ciência trancada na matéria sabem fazer homens completos. A arte de criar e de formar almas se perdeu e só será reencontrada quando a Ciência e a Religião, refundidas em uma força viva, se aplicarem nisso juntas e de comum acordo para o bem e a salvação da humanidade. Para isso, a Ciência não teria de mudar de método, mas de estender seu campo, nem o cristianismo de tradição, mas de compreender suas origens, espírito e valor.
Édouard Schuré concebe, nesta obra, uma livre interpretação das iniciações egípcias e dos princípios profundos que valem para a humanidade inteira.
Este livro faz uma relação à atuação da Divindade em todas as civilizações e filosofias. Quando se refere ao esoterismo cristão, destaca que ele irradia de si mesmo nos Evangelhos, iluminados por tradições essênias e gnósticas.
O autor faz comparações do esoterismo com as diferentes doutrinas, mostrando que, no fundo, os sábios e os profetas dos tempos mais diversos chegaram a conclusões idênticas, embora diferentes na forma – tudo isso pelo caminho da iniciação interior e da meditação. Entre eles estavam Rama, Krishna, Hermes, Moisés, Orfeu, Pitágoras, Platão e Cristo.
Eis uma literatura abundante, essencialmente esotérica, desenvolvida na Antiguidade em torno do mito de Thoth-Hermes.
Em Os Grandes Iniciados, o leitor encontrará importantes esclarecimentos sobre a matéria e o espírito.
Editora Madras, 1ª Edição, 2003 -351 Páginas
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