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DETERMINISMO x LIVRE-ARBÍTRIO:

Baseado na obra de Carlos Toledo Rizzini – Evolução para o Terceiro  Milênio.

1 – DETERMINISMO:

É a doutrina que afirma serem todos os acontecimentos –inclusive vontades e escolhas humanas – causadas por acontecimentos anteriores. Segue-se que o ser humano seria destituído de liberdade de decidir e de influir nos fenômenos em que toma parte. O indivíduo faz exatamente aquilo que tinha de fazer e não poderia fazer outra coisa; a determinação de seus atos pertence à força de outras causas, externas e internas.
É a principal base do conhecimento científico da Natureza, porque afirma a existência de relações fixas e necessárias entre os seres e fenômenos naturais: O que acontece não poderia deixar de acontecer porque está ligado a causas anteriores. A chuva e o raio não surgem por acaso; a semente não germina sem razão.

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Há sempre acontecimentos prévios que preparam outros: Chove porque houve primeiro a evaporação, depois a condensação do vapor e assim por diante. O mundo físico e biológico são pois regidos pelo Determinismo, principalmente no nível macroscópico. No nível mental também, os pensamentos estão relacionados aos impulsos, traços de caráter e experiências caracterizam a personalidade.

2 – LIVRE-ARBÍTRIO:

Doutrina oposta ao Determinismo (fatalismo, Destino), que declara a vontade humana livre para tomar decisões e determinar suas ações. Diante de várias opções oferecidas por uma situação real, o homem poderia escolher uma racionalmente e agir livremente de acordo com a escolha feita (ou não agir se quisesse). Exige, portanto, capacidade de discernir e liberdade interior.

O animal e o selvagem vêem as coisas em função de sua utilidade imediata procurando sempre satisfazer seus instintos e impulsos primários; uma fruta será comida para saciar a fome. O civilizado poderá ter múltiplas escolhas para a fruta, comer, examinar microscopicamente, usar para a medicina, fazer doce, reaproveitar a casca ou a semente, etc, pois percebe-a sob múltiplos aspectos.

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Pode-se quando mais esclarecido, tomar uma decisão que caminho seguir.
Mas as condições mentais de um indivíduo lhes impõem limitações em seu livre arbítrio: impulsos, hábitos, vícios, inércia, modismo, etc; tolhem e diminuem a liberdade de um indivíduo. Mas não chegam a cassar ela totalmente nem eliminam as responsabilidades pelo seus atos.spiritual_awakening__by_dogyjoe-d31nz60

Conclusão:
O aspecto essencial é saber se o indivíduo ao praticar a ação, era livre ou não para praticá-la.
Para abortar tal questão, faremos, observar que ninguém parece se conduzir como um autômato e as atividades usuais desempenhadas pelas pessoas levam a pressupor a existência de vontade própria. Eles estudam, compram, discutem, vão a igreja, respeitam ou desrespeitam as leis, constroem casas, pontes, etc.

A ciência nos responde com provas, fornecendo elementos sugestivos. Na verdade, o determinismo férreo do mundo inanimado vigora para os grandes corpos considerados em pequeno número: Passagem de um cometa daqui a 100 anos, eclipses, previsão de movimentos celestes, daí o sucesso das leis de Newton.

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Porém essa mesma precisão não funciona com corpos mínimos e em grande número, tal é o caso das partículas elementares da matéria; entra em jogo a probabilidade, isto é, leis estatísticas. De fato, as partículas subatômicas, como os elétrons, não admitem previsão exata como aceitam os sistemas planetários e outros corpos celestes.

Os corpos minúsculos possuem um comportamento imprevisível. Não é possível estabelecer a velocidade e a posição destas minúsculas partículas. Também a radioatividade ou desintegração espontânea do rádio (metal) mostra isso.

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Uma quantidade qualquer de rádio leva de 1590 anos para reduzir-se pela metade sozinha, é a vida média. Isto é calculável com exatidão, mas quando um átomo se desintegrará ninguém consegue determinar, pode se desfragmentar daqui a um segundo, horas, dias como daqui a 1000 anos. Tudo acontece como se ele tivesse a liberdade para decidir o momento de sua desintegração.

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Entre os seres vivos, os genes exibem um comportamento semelhante. Genes são grandes moléculas de ácido nucléico encarregadas da transmissão de características de um organismo para os que descendem dele. De suas combinações e alterações surgem as modificações observados nas plantas e animais. O fato importante aqui é que essas alterações, ditas mutações, não se pode antecipar; elas surgem de modo descontínuo.
Estes dados experimentais dão novo aspecto ao problema do livre arbítrio.

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No mundo mental, a consciência, o raciocínio ou faculdade de conhecer-se a si mesmo tem um desempenho imprevisível, porém varia em grau de maior ou menor escala em cada indivíduo.
No reino animal e humano inferior prevalece o DETERMINISMO; o instinto segue a natureza com alternativas fatalistas. Uma armadilha para pegar leões, pegará todos os leões, uma ratoeira pegará todos os ratos. Ninguém pode impedir a neve de cair, a chuva, o vento.
O livre arbítrio é progressivo, surge com a razão, que vai se desenvolvimento, a capacidade de discernir o que é certo e o que é errado.
Parece ser claro que o LIVRE-ARBÍTRIO é uma conquista evolutiva, com ele desponta um fator essencial: a responsabilidade, que gera conseqüências pelos atos praticados.

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Revista “REFORMADOR”  Nº2.100  – Março/2004:

“A liberdade de que gozam os habitantes terrestres não é, nem poderia ser, de caráter absoluto, diante da condição do nosso mundo de expiações e provas.
Da liberdade plena só gozam, por conquista, os Espírito puros, aqueles que chegaram ao ápice da escala evolutiva e que se colocam a serviço do Criador, a Inteligência Suprema. Jesus é o exemplo e o modelo para a Humanidade terrestre”.
O CONSOLADOR – Francisco Cândido Xavier – EMMANUEL:
“Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens”.

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LIVROS DOS ESPIRITOS – Allan Kardec:

“A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, institui para si uma espécie de destino, que é a conseqüência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Ao vê-lo fraquejar, um bom Espírito pode vir-lhe em auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar-lhe a vontade. Um Espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá abalar e amedrontar. Nem por isso, entretanto, a vontade do Espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias (embaraço, impedimento, obstáculo)”.

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AÇÃO E REAÇÃO – Espírito André Luiz -página 92

“Mesmo nas piores posições expiatórias a consciência goza dos direitos inerentes ao livre arbítrio. Imaginemos um delinqüente monstruoso, segregado na penitenciária.Acusado de vários crimes, permanece privado de toda e qualquer liberdade na enxovia comum.

Ainda assim, na hipótese de aproveitar o tempo no cárcere, para servir espontaneamente à ordem e ao bem-estar das autoridades e dos companheiros, acatando com humildade e respeito as disposições da lei que o corrige, atitude essa que resulta de seu livre arbítrio (MORAL) para ajudar ou desajudar a si mesmo, a breve tempo esse prisioneiro começa por atrair a simpatia daqueles que o cercam, avançando com segurança para a recuperação de si mesmo”.

Fonte: http://www.espiritualismo.info/karma.html#15.4_-_DARMA

 

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