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COSMOGÊNESE
 
Refere-se ao surgimento e evolução do cosmo. Já foram propostas diversas teorias que tentam explicar a origem do Universo, tanto no contexto científico (cosmologia e astrofísica), quanto por parte das religiões e na mitologia.
Cosmogonia
 
Cosmogonia (do grego κοσμογονία; κόσμος “universo” e -γονία “nascimento”) é o termo que abrange as diversas lendas e teorias sobre as origens do universo de acordo com as religiões, mitologias e ciências através da história.
A ciência e a origem do Universo
 
A proposta do Big Bang (ou Grande explosão) foi sugerida primeiramente pelo padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966), quando expôs uma teoria propondo que o universo teria tido um início repentino.
 
No entanto, com o passar do tempo, a hipótese do cosmólogo belga começou a tomar forma quando, em 1929, as linhas espectrais da luz das galáxias observadas no observatório de Monte Palomar por Milton La Salle Humason começaram a revelar um afastamento progressivo para as galáxias mais distantes, com características de uma dilatação universal. Traduzida em números, esta descoberta permitiu ao astrônomo Edwin Hubble encaixar uma progressão aritmética que mais tarde foi chamada de Constante de Hubble. Até hoje, essa proporção aritmética é a régua cósmica: instrumento indispensável para confirmação das teorias de astrônomos e cosmólogos do mundo inteiro.
 
Energia escura
Origem: Wikipédia
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Em cosmologia, a energia escura (ou energia negra ou matéria escura) é uma forma hipotética de energia que estaria distribuída por todo espaço e tende a acelerar a expansão do Universo. A principal característica da energia escura é ter uma forte pressão negativa. De acordo com a teoria da relatividade, o efeito de tal pressão negativa seria semelhante, qualitativamente, a uma força que age em larga escala em oposição à gravidade. Tal efeito hipotético é frequentemente utilizado por diversas teorias atuais que tentam explicar as observações que apontam para um universo em expansão acelerada.
 
A natureza da energia escura é um dos maiores desafios atuais da física e da cosmologia. Existem hoje muitos modelos fenomenológicos diferentes, contudo, os dados observacionais ainda estão longe de selecionar um em detrimento dos demais. Isso acontece pois a escolha de um modelo de energia escura depende de um bom conhecimento da variação temporal da taxa de expansão do universo, o que exige a observação de propriedades de objetos a distâncias muito grandes (observações e medição de distância em altos redshifts).
 
As principais formas das diferentes propostas de energia escura são: a constante cosmológica (que pode ser interpretada tanto como uma modificação de natureza geométrica nas equações de campo da relatividade geral, quanto como um efeito da energia do vácuo, a qual preenche o universo de maneira homogênea), e a quintessência (usualmente modelado como campo escalar, cuja densidade de energia pode variar no tempo e no espaço).
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A questão do mito
 
Um mito é um relato em forma de narrativa com carácter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. O termo é, por vezes, utilizado de forma pejorativa para se referir às crenças comuns (consideradas sem fundamento objetivo ou científico, e vistas apenas como histórias de um universo puramente fantástica) de diversas comunidades. No entanto, até acontecimentos históricos se podem transformar em mitos, se adquirem uma determinada carga simbólica para uma dada cultura. Na maioria das vezes, o termo refere-se especificamente aos relatos das civilizações antigas que, organizados, constituem uma mitologia – por exemplo, a mitologia grega e a mitologia romana.
 
Todas as culturas têm seus mitos, alguns dos quais são expressões particulares de arquétipos comuns à toda a humanidade. Por exemplo, os mitos sobre a criação do mundo repetem alguns temas, como o ovo cósmico, ou o deus assassinado e esquartejado, cujas partes vão formar tudo que existe.
 
Mito não é o mesmo que fábula, conto de fadas, lenda ou saga.
Mitologia Grega
 
As primeiras tentativas do homem de explicar a origem do mundo foram os mitos. A mitologia grega, por exemplo, diz que, no princípio, havia o Caos, e em algum momento surgiu Erebus, o lugar desconhecido onde a morte mora, e Nix, a noite. Havia apenas silêncio e vazio. Então, Eros nasce produzindo um início de ordem, e se faz Luz e Dia, e a terra (Gaia) aparece. Erebus e Nix copulam e dão nascimento a Éter, a luz celestial, e Dia, a luz terrena. Gaia, por si só, gera Urano, o céu. Urano torna-se o esposo de Gaia e a cobre por todos os lados. Da união de Urano e Gaia surgem todas as criaturas, Titãs, Ciclopes e Hecatonquiros.
 
A ciência atual aceita a teoria do big bang. Segundo esta teoria, o Universo teria surgido de uma grande explosão há cerca de 12 bilhões de anos, quando então as primeiras estrelas e galáxias se formaram.
Filosofia Grega: Atomismo
 
No quinto século a.C. os filósofos Demócrito e Leucipo propuseram a Teoria Atomística da Matéria. Eles declaravam que tudo era feito não pelos 4 elementos, mas por ÁTOMOS, que seriam partículas minúsculas de cada substância.
 
Essa Teoria Atomística era muito diferente da concepção atômica científica atual. Átomo significa “Indivisível”, o que o nosso Átomo não é. Segundo essa teoria, havia inúmeros tipos de átomos com formas diferentes, alguns eram redondos, outros cúbicos, piramidais, ou mesmo com encaixes complexos. Também propunha que existiam infinitos átomos e que estes eram indestrutíveis.
 
Os átomos da água seriam arredondados, de modo que não ficam presos uns aos outros, por isso a fluidez; já os átomos dos objetos sólidos seriam dotados de pequenas partes que se encaixavam uns nos outros, de modo que quanto mais seguros eram os encaixes, mais rígido era o material.
 
A Teoria Atomística também era diferente de tudo o que havia na época, ela preconizava que havia uma entidade fundamental imutável do Universo, o Átomo, mas ao mesmo tempo demonstrava por que tudo estava em constante mutação, pois os átomos tinham a propriedade de se unir e se soltar.
 
O mais peculiar na Teoria Atomística era sua concepção de natureza totalmente casual e aleatória. Segundo os atomistas, não havia nenhuma inteligência governando o Universo, tudo era obra do acaso. A própria criação do Universo era casual.
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O Universo não passava de um imenso espaço vazio totalmente preenchido pelos mais diversos tipos de átomos que viviam a se mover e ocasionalmente se chocar uns nos outros, alguns então se encaixavam aleatoriamente, de modo que o surgimento do Mundo era uma obra de puro acaso e sem qualquer propósito, porém, uma vez criado uma estrutura básica, o primeiros seres vivos, por exemplo, esse seres passavam então a interferir intencionalmente, contribuindo para a construção do mundo.
 
Segundo os atomistas, havia infinitos mundos em todo o Universo sendo criados ou destruídos, assim como o nosso mundo um dia iria se desfazer. Como o Universo era Eterno, as possibilidades eram então infinitas.
 
Dessa forma, o Atomismo foi muito provavelmente a primeira linha de pensamento da história a propor uma criação por obra do puro acaso, sem qualquer divindade ou Logos. Propunha também que a alma era formada por átomos que circundam o corpo, mas que com o fim do corpo, também era desfeito e, dessa forma, o Atomismo também pregava a não continuidade da existência após a morte.
 
Foi a primeira forma de pensamento Materialista e Niilista, mas curiosamente, apesar da diferenças de conceitos do Átomo de Demócrito e de Leucipo para o Átomo atual, eles anteciparam algumas da descobertas modernas.

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Lenda Nheengatu – Amazônia
 
No princípio só água e céu. Vazio, noite grande.
Tupana chega no meio de vento grande. Forma a terra. Da terra fez uma figura de gente, e soprou-lhe no nariz. Depois de outros processos, o ser assim criado se torna gente inteligente
 
O homem assim criado reconhece que tudo à sua volta é adequado, apesar de não ver Tupana.
Mito da criação Asteca
 
Segundo um mito, no princípio, tudo era negro e morto. Os deuses se reuniram em Teotihuácan para discutir a quem caberia a missão de criar o mundo, tarefa que exigia que um deles teria que se jogar dentro de uma fogueira. O selecionado para esse sacrifício foi Tecuciztecatl. No momento fatídico, Tecuciztecatl retrocede ante o fogo; mas o segundo, um pequeno deus, humilde e pobre (usado como metáfora do povo asteca sobre suas origens), Nanahuatzin, se lança sem vacilar à fogueira, convertendo-se no Sol. Ao ver isto, o primeiro deus, sentindo coragem, decide jogar-se, transformando-se na Lua.
 
Ainda assim, os dois astros continuam inertes e é indispensável alimentá-los para que se movam. Então, outros deuses decidiram sacrificar-se e dar a “água preciosa”, necessária para criar o sangue. Por isso, os homens são obrigados a recriar eternamente o sacrifício divino original.
 
Eles acreditavam que os deuses gostavam destes sacrifícios. Eles eram geralmente praticados com prisioneiros de guerras. Para eles era uma honra dar a vida por um deus.
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Os astecas acreditavam que, antes do presente, existiam outros mundos: eram quatro sóis, cada um com um tipo de habitantes: gigantes, que morreram afogados; humanos que foram assomados por um grande vento, e então eles precisaram agarrar-se às árvores, transformando-se em macacos; humanos, que foram mortos em um grande incêndio; outros que foram extintos por uma chuva de sangue e fogo, e nós, humanos atuais, que vamos acabar por motivo do Deus do sol que nos destruirá com uma chuva de fogo e lava.
As várias visões religiosas
 
Segundo a cabala, a tradição esotérica e mística do judaísmo, a criação do mundo e do Homem deu-se por emanações de um princípio chamado de Ain Soph. Estas emanações são chamadas de Sephiroth, em número de dez, e o seu conjunto forma a árvore da vida, que representa, esotericamente, o Homem Arquetípico, Homem Primordial, Adam Kadmon. O mundo material é representado na árvore da vida por sua base, que é associada a Adonai.
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Teoria TEOSÓFICA:
 
Na Teosofia, filosofia esotérica fundada por Helena Petrovna Blavatsky e outros, explica-se que o cosmo é emanado de um princípio que é chamado de Parabrahman, e que não é o deus criador das religiões monoteístas. Esta manifestação do cosmo ocorre de forma periódica, em um ciclo eterno, sem início nem fim.
 
Blavatsky descreve esta teoria em seu livro A Doutrina Secreta (1888) que, segundo ela própria, tem como inspiração pergaminhos muito antigos, chamados de Estâncias de Dzyan, os quais ela teria tido acesso e teria estudado. A cosmogênese da Teosofia tem suas raízes na filosofia oriental, particularmente o hinduísmo e o budismo, e influenciou as chamadas ciências ocultas.
Teoria HINDUÍSTA
A ORIGEM DO UNIVERSO – Brahman – (PARAM BRAHMA, PARABRAHMA ou PARABRAHMAM)
 
A palavra raiz “brih” significa crescer, aumentar ou expandir e “an” significa produzir; então, Brahman é o começo que expande e se torna o universo inteiro.
 
Brahman é o absoluto, supremo, impessoal, infinito, eterno, a fonte pré-cósmica da divindade, a causa de todas as causas, sem começo e sem fim, do qual todo emana e ao qual todo retorna. Ele não se manifesta mas está presente no maior corpo celestial e em também na indivisível partícula em todo animado e não-animado. Ele é a razão da consciência e da substância.
 
Na literatura védica o Parabrahm é chamado de “tat” – aquele e tudo que é manifesto é chamado de “idam” – este. A palavra Brahman mais se aproxima da palavra absoluto. Existe uma diferença entre “Brahman” e “Parabrahma” – além do Brahman, então tudo aquilo que é além do absoluto é Parabrahma. Dentro do nosso propósito, no momento, podemos desconsiderar esta sutil diferença, assim podendo trocar os nomes com segurança. 
 
Conforme os textos hindus, não existe um conceito de começo ou de fim do universo. Se assim fosse, teria uma data marcada para o começo e outra para o fim do universo. Os textos dizem que o universo segue um processo contínuo de expansão e retração. Assim, quando o ciclo começa, o universo começa a existir, expande; no fim da expansão começa a retrair e se dissolve para começar tudo de novo. A duração deste ciclo é de 311,04 trilhões de anos, que está além da nossa imaginação; por isso, para assimilar melhor, trataremos o presente ciclo como único. 
 
Antes da criação do universo só existia o Brahman na forma não-manifesta e mais nada, nem espaço e tempo, nem sóis e planetas. Por vontade própria, ele se manifestou e sua energia operativa entrou em ação começando o ciclo da expansão. Na opinião de pesquisadores contemporâneos, este momento corresponde ao momento de grande explosão do “Big Bang” – a mais recente teoria sobre a criação do universo aceita no Ocidente. Esta teoria é bastante conhecida no Ocidente, por isso, pode ser usada para melhor compreensão do assunto, porque não é conflitante com o tema, mas sim complementar, oferecendo subsídios interessantes quando se trata de valores metafísicos.
 
Em sânscrito, o fenômeno Big Bang chama-se Bindu Visphot, traduzindo literalmente, explosão do ponto.
 
Nesse momento, liberou-se enorme quantidade de energia radioativa e vibratória e começaram a existir espaço e tempo. A dinâmica da energia radioativa tinha uma forma típica que foi denominada na mitologia indiana como “Swastica” e a energia vibratória foi simbolizada pelo “Om”. Esses símbolos são usados para o bem estar e prosperidade e podem ser vistos distintamente em todas as cerimônias auspiciosas.
 
Assim, começou mais um ciclo de expansão e retração, que não foi o primeiro nem será o último. Após o fim do ciclo da expansão haverá retração, quando o universo se dissolverá no Brahman para regenerar de novo.
 
A evolução do universo acontece em 14 fases, que são chamadas de Manvantaras, cada uma com a duração de 4,32 bilhões de anos. Esse período corresponde a um Kalpa ou um dia do Brahma. A vida do universo é 100 anos ou 36000 dias do Brahma. Um Manvantar é constituído de 71 ciclos menores – Mahayuga, 4,32 milhões de anos, mais um período de inatividade de 25,92 milhões de anos formam um Manvantar e no fim de cada ciclo existe uma devastação parcial.
 
A primeira fase da evolução, chamada de Svyambhoo Manvantar, foi precedida por uma longa noite de energias radiativas e vibratórias. Não havia céu, nem terra, nem luz, nem escuridão, nada além de absoluto silêncio.
 
Essa noite foi seguida por um amanhecer com nevoeiro, que formou um grande disco nebular e giratório, dando origem às primeiras galáxias. Isso aconteceu automaticamente, sem uma razão ostensiva, por isso essa fase chama-se Svyambhoo – “aquele que nasceu por si.”
 
O segundo Manvantar foi Svarochisha que significa próprio brilho. Nesse estágio, começaram a se formar os objetos com a própria energia, emitindo luz como nossa estrela, o sol.
 
Durante o terceiro Manvantar – Uttama, o melhor, o sol que tinha brilho próprio e grande fonte de energia, atingiu a melhor forma e temperatura para criar e manter sua família de planetas.
 
A expansão do universo não para por aí e com o tempo, o planeta terra foi abençoado para oferecer condições de gerar várias formas de vida.
 
Há várias teorias sobre a evolução do universo mas, a mais aceita no mundo ocidental e entre os cientistas, é a teoria do “Big Bang”. Ela se assemelha com a teoria que foi proposta pelos sábios indianos nos tempos antigos, quando não haviam equipamentos de medição, computadores e telescópios, mas os sábios tinham desenvolvido outros sentidos e métodos de conhecimento. A proposta acima é uma tentativa de conciliação entre os dois pontos de vistas.
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Conforme a opinião dos cientistas, a base de tudo que existe no universo, desde as galáxias, as estrelas, os sóis, até o ser humano, a formiga ou a menor partícula existente, é o hidrogênio e helium, que foi criado nos primeiros 100 segundos após o Big Bang. Assim, todas as formas de matéria, que nós vemos no universo e inclusive no nosso planeta, são meramente diferentes aspectos desses elementos e isto não nos exclui.
 
A teoria do Big Bang é fundamentada somente nos valores metafísicos, mas os hindus associam a evolução do universo com valores metafísicos e espirituais. Assim, para eles, a manifestação do Brahman resultou na criação da “trindade divina”.
 
Adi Shakti (a energia primordial), através de seus três principais aspectos,  a trindade divina, rege o universo.
  • Criação por Brahma
  • Preservação por Vishnu
  • Transmutação por Shiva
  • multidimensionalidade
Fundamentalmente os três são unos e interdependentes, isto é, um não pode existir sem o outro, porque são as diferentes formas da mesma energia inicial. O mais importante é entender os atributos, não as formas ou figuras que foram criadas posteriormente pela imaginação humana.
 
A “Trindade Divina” é o fundamento do hinduísmo, todas as outras divindades e deidades são uma ou outra forma aliadas a ela; por exemplo, Saraswati – deusa da sabedoria é esposa do Brahma; Laxmi – a deusa da riqueza é a esposa do Vishnu; Ganesh é o filho de Shiva; Rama e Krishna são encarnações de Vishnu.
 
O Brahma – o primeiro da trindade divina, deu o primeiro impulso na criação do universo. Tudo que observamos, através dos nossos sentidos, é obra dele. Cosmologicamente, ele é Hiranya Garbha – o ovo dourado, a bola de fogo, a partir da qual o universo se desenvolve.
 
Conforme a mitologia, na forma personificada, ele tem quatro cabeças representando o controle sobre o tempo (quatro yugas) e espaço universal, a moringa na mão – água da vida, o símbolo da fertilidade e criação; na outra mão, os quatro Vedas, simbolizando o conhecimento e a consciência.
 
O tempo de duração da vida do Brahma, inclusive da trindade, é idêntico ao ciclo do universo. Durante esse período são provocadas varias devastações parciais, que são denominadas como as noites do Brahma e ao acordar, ele começa o próximo ciclo de vida.
 
Vishnu, vem da palavra raiz “vis” – entrar, penetrar, difundir, e é assim, que ele sustenta e preserva o universo, integrando-se à sociedade. Ele se manifestou na terra através de suas nove encarnações, demostrando para a humanidade a moral e como viver em harmonia cósmica. Rama, Krishna e Buddha são consideradas suas três últimas aparições na terra.
 
Nas imagens personificadas, ele aparece com quatro mãos carregando a concha – energias vibratórias, o disco – chakra – o tempo, gada – o terror dos maus, o lótus – amor e fertilidade. Também aparece deitado nas profundas águas em cima da serpente, demostrando a serenidade, a calma, o ambiente doméstico, felicidade e o domínio sobre tempo.
 
O terceiro aspecto do Trimúrty – trindade divina, é o Shiva, cuja função é de destruição, como popularmente é conhecido, mas o termo apropriado deve ser regeneração ou transmutação, porque, quando as reformas não proporcionam resultados satisfatórios, o velho deve ser derrubado para dar espaço a um novo. Shiva, como regenerador, evita e elimina doenças e como transmutador, eleva o ser aos níveis superiores de consciência. Foi através dele que os sábios receberam o conhecimento do yoga.
 
Na sua personificação, ele é descrito nas várias formas, principalmente sentado na posição de yogi, emanando paz e tranquilidade. Os três olhos representam passado, presente e futuro; a lua crescente, na cabeça, indica o tempo medido pelas fases da lua; a serpente, na garganta, o tempo em ciclos e a imortalidade espiritual; a garganta dele é azul, por tomar o veneno para o bem da humanidade; o Ganges, saindo da cabeleira, significa a água da vida; o damroo (pequeno tambor), indica energias vibratórias e o tridente é o terror dos maus elementos.
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Teoria Judaica e Cristã
 
A Torá e a Bíblia apresentam, nos versículos 1 a 19 do primeiro capítulo do livro de Gênesis, o relato da criação dos céus e da Terra atribuído a Javé (outro nome de Deus), o Deus único e onipotente, que teria executado a obra em seis dias e descansado no sétimo, tornando-o sagrado.
Bíblia
 
GÊNESIS:
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01 No princípio criou Deus os céus e a terra.
02 A terra era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.
03 Disse Deus: haja luz. E houve luz.
04 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.
05 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
06 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
07 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi.
08 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
09 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi.
10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom.
11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, deem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi.
12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos;
15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi.
16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.
17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,
18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.
19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu.
21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.
22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra.
23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi.
25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.
27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.
29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.
30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.
31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
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Teoria Suméria
 
Os sumérios e babilônios desenvolveram uma cosmogonia própria, preservada em poema, como Gilgamesh e Enuma Elis. A criação era representada como um processo de procriação. Os deuses seriam elementos naturais que formaram o universo. Segundo os babilônios, Marduk foi o único deus que conseguiu derrotar Tiamat, o dragão, que representava o caos e as águas do mar.
 
Resumo do mito: Na mitologia mesopotâmica, no princípio do mundo existia Abzu e Tiamat, os elementos masculino e feminino das águas. Tiamat criou o céu, de quem nasceu Ea (a magia), que produziu Marduk. Este venceu os demais deuses e dividiu o corpo de Tiamat, separando o céu da Terra e produziu o primeiro homem, usando o sangue do monstro derrotado.
Teoria Nipônica
 
A mitologia japonesa explica o surgimento dos deuses, como o mundo foi criado e a origem dos imperadores japoneses. Estas histórias estão em dois livros: o kojiki e o nihonshoki.
Teoria Brâmane
 
A visão bramânica do mundo e sua aplicação à vida estão descritas no livro do Manusmristi (Código de Manu), elaborado entre os anos 200 a.C. e 200 da era cristã, embora também contenha material muito mais antigo. Manu é o pai original da espécie humana. O livro trata inicialmente da criação do mundo e da ordem dos brâmanes; depois, do governo e de seus deveres, das leis, das castas, dos atos de expiação e, finalmente, da reencarnação e da redenção. Segundo as leis de Manu, os brâmanes são senhores de tudo que existe no mundo.
Teoria Islâmica
 
Os Islâmicos acreditam na origem do Universo segundo o que descreveu o profeta Moisés na Torá. Outros Livros passíveis de crédito islâmico são: os Salmos, o Evangelho, e O Corão que é o derradeiro e completo livro sagrado, constituindo a coletânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé.
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Teoria Budista
 
Não há um deus criador no budismo, a religião não se inicia no começo dos tempos, mas com o despertar de Buda. O universo tal como é simplesmente sempre foi assim “desde o tempo sem início”.
Teoria Inuit
 
Os inuits explicam a Origem do Universo tal como a conhecem as culturas ocidentais e a ciência, apontando para o modelo de ordem cósmica. Estes mitos tem lugar em Tshishtashkamuku, a terra dos Mishtapeuat.
Teoria Espírita
 
O Espiritismo segue as descobertas e revelações da Ciência, admitindo que todas as coisas, como fenômenos, sejam eles naturais ou de ordem desconhecida são, na verdade, plausíveis de esclarecimentos científicos e lógicos pertencentes à Natureza, obra de Deus. Acredita na reencarnação dos espíritos como forma de evolução e aprendizado, e nas comunicações e fenômenos ditos espíritas como forma de complementar, mostrar e desenvolver a caridade, justiça e conhecimento ao indivíduo, colocando Deus como sendo Senhor e Criador de tudo e de todos e de infinita caridade, conhecimento e virtude. Deus é a inteligência suprema, causa de todas as coisas.
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Teoria Cosmogônica
 
É uma de varias teorias tentando responder à pergunta: se um ser é gerado de um ser precedente, como surgiu o primeiro ser?, depois de a teoria de geração espontânea ter sido derrubada por Louis Pasteur, em 1864.
 
Uma teoria tentando resolver esta questão supõe que organismos cosmozoários teriam vindo para a Terra por meio de meteoros. Esta teoria rapidamente caiu em descrédito, mas investigações recentes têm vindo a devolver-lhe alguma plausibilidade
Fonte: Wikipédia, Bíblia.

Fonte: http://eradapaz.blogspot.com/2011/08/grandes-misterios-origem-do-universo.html#ixzz3jrG007Rc

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