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A mitologia nórdica, mitologia germânica, mitologia viking ou mitologia escandinava se refere a uma religião pré-cristã, crenças e lendas dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estabeleceram na Islândia, onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas.
Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga, que inclui também relações próximas com a mitologia anglo-saxônica. Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da antiga mitologia indo-européia.

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A mitologia nórdica é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas por tribos do norte da Germânia (atual Alemanha), sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois não havia nenhuma reivindicação de escrituras que fossem inspirados por algum ser divino. A mitologia foi transmitida oralmente, principalmente durante a Era Viking, e o atual conhecimento sobre ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais, escritos pouco depois da cristianização.
No folclore escandinavo estas crenças permaneceram por mais tempo, e em áreas rurais, algumas tradições são mantidas até hoje, recentemente revividas ou reinventadas e conhecidas como Ásatrú ou Odinismo. A mitologia remanesce também como uma inspiração na literatura, assim como no teatro e no cinema.
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A família é o centro da comunidade, podendo ser estreitamente relacionada com a fertilidade-fecundidade quanto com a agressividade de um povo hostil e habituado às guerras, em uma sociedade totalmente rural, que visa a prosperidade e a paz para si. Deste modo, a religião é muito mais baseada no culto do que no dogmatismo ou na metafísica, uma religiosidade baseada em atos, gestos e ritos significativos, muitas vezes girando em torno de festividades a certos deuses, como Odin e Tîwaz (identificado por alguns estudiosos como predecessor de Odin).
Pode-se dizer que a religião viking não existia sem um ritual e abordava, exclusivamente, o culto aos ancestrais; era uma religião que ignorava o suicídio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a dúvida e o absurdo. Segundo alguns autores, era “uma religião da vida”.
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A maior parte desta mitologia foi passada adiante oralmente, sendo que grande parte dela foi perdida. Há também o Gesta Danorum, desenvolvido pelo dinarmaquês Saxo Grammaticus onde, entretanto, os deuses nórdicos estão descaracterizados fortemente.
The Prose or Younger Edda foi escrito no início do Século XIII. À primeira vista, ele parece um manual para aspirantes a poetas, que lista e descreve os contos tradicionais que deram forma à base de expressões poéticas padronizadas, tais como os kennings. O autor de Prose or Younger Edda é reconhecido como sendo Snorri Sturluson, o renomado chefe, poeta e diplomata da Islândia.
O Elder Edda (também conhecido como o Edda Poético) foi escrito, aproximadamente, 50 anos mais tarde. Contém 29 poemas longos, sendo que 11 tratam sobre as divindades germânicas, e o resto se refere aos heróis legendários como Sigurd, da Saga de Volsunga (o Siegfried da versão alemã do poema Nibelungenlied). Embora os estudiosos acreditem que esta coleção de poemas tenha sido desenvolvida mais tarde do que o Youger Edda, é creditado o nome de Elder Edda para esta obra por causa da antiguidade atribuída aos textos.
Além destas fontes, há diversas lendas que sobrevivem no folclore escandinavo, e há centenas de nomes de lugares na Escandinávia cuja origem se encontra nos deuses da mitologia nórdica. Algumas inscrições rúnidas, tais como Rök Runestone e o amuleto de Kvinneby, fazem referências à mitologia. Há também diversas imagens entalhadas na pedra que descrevem cenas da mitologia nórdica, tais como a viagem de pesca deThor, cenas da saga de Völsunga, Odin e Sleipnir, Odin sendo devorado por Fenrir, e Hyrrokkin viajando ao funeral de Balder. Há também imagens menores, tais como as figuras que descrevem os deuses Odin (com só um olho), Thor (com seu martelo) e Freyr.

Cosmologia
Na mitologia nórdica, se acreditava que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost).
 
Os gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Niflheim, que era governada pela deusa Hel. Esta era a moradia eventual da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul, ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo.
Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens.
Seres sobrenaturais
Há três “clãs” de divindidades: os Æsir, os Vanir e os Iotnar (referenciados como os gigantes neste artigo). A distinção entre o Æsir e o Vanir é relativa, pois na mitologia, os dois finalmente fizeram a paz, após uma guerra prolongada, ganha pelos Æsir. Entre os embates houve diversas trocas de reféns, casamentos entre os clãs e períodos onde os dois clãs reinavam conjuntamente. Alguns deuses pertencem a ambos os clãs. Alguns estudiosos especulam que esta divisão simboliza a maneira como os deuses das tribos invasoras indo-européias suplantaram as divindades naturais antigas dos povos aborígenes, embora seja importante notar que esta afirmação é apenas uma conjectura. Outras autoridades (compare Mircea Eliade e J.P. Mallory) consideram a divisão entre Æsir/Vanir simplesmente a expressão dos nórdicos acerca da divisão comum Indo-Européia das divindades, paralela aos deuses Olímpicos e os Titãs da mitologia grega, e algumas partes do Mahabharata.
O Æsir e o Vanir são geralmente inimigos dos Iotnar (Iotunn ou Jotuns no singular; Eotenas ou Entas, em inglês arcaico). São comparáveis ao Titãs e aos Gigantes da mitologia grega e traduzidos geralmente como “gigantes”, embora trolls e demônios sejam sugeridos como alternativas apropriadas. Entretanto, os Æsir são descendentes dos Iotnar e tanto os Æsir como os Vanir realizaram diversos casamentos entre eles. Alguns dos gigantes são mencionados pelo nome no Eddas, e parecem ser representações de forças naturais. Há dois tipos gerais de gigante: gigantes da neve e gigantes do fogo. Havia também elfos e anões e, apesar de seu papel na mitologia ser bastante obscuro, normalmente são apresentados tomando o partido dos deuses.
 
Além destes, há muitos outros seres supernaturais: Fenris (ou Fenrir) o lobo gigantesco, e Jormungard, a serpente do mar que circula o mundo inteiro. Estes dois monstros são descritos como primogênitos de Loki, o deus da mentira, e de um gigante. Hugin e Munin (pensamento e memória), são criaturas mais benevolentes, representadas por dois corvos que mantêm Odin, o deus principal, informado do que está acontecendo na terra; Ratatosk, o esquilo que atua como mensageiro entre os deuses e Yggdrasil, a árvore da vida, figura central na concepção deste mundo.
 
Assim como muitas outras religiões politeístas, esta mitologia não apresenta o característico dualismo entre o bem e o mal da tradição do oriente médio. Assim, Loki não é primeiramente um adversário dos deuses, embora se comporte frequentemente nas histórias como o adversário primoroso contra o protagonista Thor, e os gigantes não são fundamentavelmente malignos, apesar de normalmente rudes e incivilizados. O dualismo que existe não é o mal contra o bem, mas a ordem contra o caos. Os deuses representam a ordem e a estrutura visto que os gigantes e os monstros representam o caos e a desordem.
Völuspá: a origem e o final do mundo
A origem e o final eventual do mundo são descritas em Völuspá (“A profecia dos Völva” ou “A profecia de Sybil”), um dos poemas mais impressionantes no Edda poético. Estes versos assombrados contêm uma das mais vívidas criações em toda a história religiosa e representa a destruição do mundo, cuja originalidade está na sua atenção aos detalhes.
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No Völuspá, Odin, deus principal do panteão dos nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (Shaman ou Sybil) e requer que este espírito revele o passado e o futuro. O espírito se mostra relutante: “O que você pede de mim? Porque você me tenta?”, mas como ela se encontra morta, não mostra nenhum medo de Odin, e continuamente o pergunta, de forma grosseira: “Bem, você quer saber mais?” Mas Odin insiste: se deve cumprir sua função como o rei dos deuses, deve possuir todo o conhecimento. Uma vez que o sybil revela os segredos de passado e de futuro, cai para trás em forma de limbo: “Eu dissiparei agora”.
O passado – No início havia somente o mundo das névoas, Niflheim, e o mundo de fogo, Musphelhein, e entre eles havia o Ginungagap, “um grande vazio” no qual nada vivia. Em Ginungagap, o fogo e a névoa se encontraram formando um enorme bloco de gelo. Como o fogo de Musphelhein era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras. O seu suor deu origem aos primeiros gigantes. E do gelo também surgiu uma vaca gigante, Audumbla, cujo leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de 4 grandes rios que alimentavam Ymir. A vaca lambeu o gelo e criou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do primeiro Æsir, Odin, e seus irmãos, Vili e Ve. Então, os filhos de Borr, Odin, Vili e Ve destroçaram o corpo de Ymir e, a partir deste, criaram o mundo. De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de seu cérebro surgiram as nuvens.
Os deuses regularam a passagem dos dias e noites, assim como das estações. Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho) e Embla (olmo), que foram esculpidos em madeira e trazidos à vida pelos deuses Odin, Honir/Vili e Lodur/Ve. Sol era a deusa do sol, filha de Mundilfari e esposa de Glen. Todo dia, ela montava através do céu em sua carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak. Esta passagem é conhecida como Alfrodul, que significa “glória dos elfos”, que se tornou um kenning comum para o sol. Sol era perseguida durante o dia por Skoll, um lobo que queria devorá-la. Os eclipses solares significavam que Skoll quase a capturava. Na mitologia, era fato que Skoll eventualmente conseguia capturar Sol e a devorava; entretanto, a mesma era substituída por sua filha. O irmão de Sol, a lua, Mani, era perseguido por Hati, um outro lobo. Na mitologia nórdica, a terra era protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entre a terra e a estrela. Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da juba de Alsvid e Arvak.
A Sybil descreve a enorme árvore que sustenta os nove mundos, Yggdrasil e as três Nornas (símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urðr (Urdar), Verðandi (Verdante) e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e futuro), as quais tecem as linhas do destino. Descreve também a guerra inicial entre o Æsir e o Vanir e o assassinato de Balder. Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.
O futuro – A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é notavelmente sombria e pálida. No final, as forças do caos serão superiores em número e força aos guardiões divinos e humanos da ordem. Loki e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. Heimdall, guardião das divindades, convocará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre. Se seguirá uma batalha final entre ordem e caos (Ragnarök) que os deuses perderão, como é seu destino. Os deuses, cientes de sua sina, recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado quando este dia vier. No entanto, no final, seus poderes serão pequenos para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e seu mundo serão destruídos. Odin será engolido por Fenrir, o lobo. Mesmo assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. 
 
Os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas estrofes e deixam em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito por causa da influência cristã. Se a referência for anterior à cristianização, o mito do final dos tempos do Völuspá pode refletir uma tradição indo-européia que se deriva dos mitos do zoroastrismo persa, que inspirou, também, os mitos de final de mundo do judaísmo e do cristianismo.
Os Reis e os heróis
A mitologia nórdica não trata somente dos deuses e das criaturas supernaturais, mas também sobre heróis e reis. Muitos deles, provavelmente, existiram realmente, e as gerações de estudiosos escandinavos tentam extrair a história do mito a partir das sagas. Às vezes, o mesmo herói ressurge em diversas formas, dependendo de que parte do mundo germânico os épicos sobreviveram. Como exemplos temos o Völund/Weyland e Siegfried/Sigurd, e provavelmente em Beowulf/Bödvar Bjarki. Outros heróis notáveis são Hagbard, Starkad, Ragnar Lodbrok, Heron T.K.S., O Anel de Sigurd, Ivar Vidfamne e Harald Hildetand. Notáveis também são as shieldmaidens, que eram as mulheres “comuns” que tinham escolhido o caminho do guerreiro.
Adoração germânica
Os Centros da Fé – As tribos germânicas raramente ou quase nunca tiveram templos em um sentido moderno. O Blót, a forma de adoração praticada pelos germânicos antigos e os povos escandinavos, se assemelha aos dos celtas e dos bálticos, ocorrendo normalmente em bosques considerados sagrados. Poderiam também ocorrer em casas e/ou em altares simples, de pedras empilhadas, conhecidas como horgr. Entretanto, parece ter havido alguns centros mais importantes, tais como Skiringsal, Lejre e Uppsala. Adan de Bremen reivindica que houve um templo em Uppsala com três estátuas de madeira de Thor, de Odin e de Freyr.
Padres – Apesar de parecer que um certo tipo de sacerdócio possa ter existido, nunca houve um caráter profissional e semi-hereditário como o arquétipo do druida céltico. Isto ocorre porque a tradição xamanisma foi mantida pelas mulheres, as Völvas. É geralmente aceito que os reinados germânicos evoluíram a partir dos escritórios dos padres. O papel de sacerdócio do rei condizia com o papel comum do godi, que figurava como o chefe de um grupo de famílias e que administrava os sacrifícios.
Sacrifícios humanos – O único testemunho ocular do sacrifício humano germânico sobreviveu no conto de Ibn Fadlan, sobre um enterro do navio de Rus, onde uma escrava menina se ofereceu para acompanhar seu senhor ao mundo seguinte. Testemunhos mais indiretos são dados por Tacitus, Saxo Grammaticus e Adan de Bremen. O Heimskringla descreve que o rei sueco Aun sacrificou nove de seus filhos em um esforço para prolongar sua vida, até que seu trabalho o impediu de matar seu último filho, Egil. De acordo com Adam de Bremem, os reis suecos sacrificavam escravos do sexo masculino a cada nono ano, durante os sacrifícios de Yule, no Templo em Upsalla. Os suecos tinham o direito de eleger e depôr os próprios reis, e tanto o rei Domalde e o rei Olof Trätälja são conhecidos por terem sido sacrificados após anos de inanição. Odin foi associado com a morte por enforcamento, e uma prática possível do sacrifício de Odin por estrangulamento tem alguma sustentação arqueológica na existência de corpos preservados, perfeitamente, pelo ácido das turfas, em Jutland. Um exemplo é Homem de Tollund. Entretanto, não há nenhum testemunho escrito que interprete, explicitamente, a causa destes estrangulamentos, que poderiam, obviamente, ter outras explicações.

Interações com o cristianismo – Um problema complexo ao interpretar esta mitologia é que, frequentemente, os testemunhos mais próximos que existem das épocas mais remotas foram escritos por cristãos. Como um exemplo de caso, o Younger Edda e o Heimskringla foram escritos por Snorri Sturluson no Século XIII, após quase duas centenas de anos depois que a Islândia se tornou cristã, em torno do ano 1000, em um momento histórico sob um intenso clima político anti-pagão na Escandinávia.

Virtualmente, toda a literatura sobre as sagas vikings se originou na Islândia, uma ilha relativamente pequena e remota. Mesmo contando com o clima de tolerância religiosa que permanecia naquela época nesta região, Sturluson foi guiado por um ponto de vista essencialmente cristão. O Heimskringla, cujas cópias são tão difundidas na Noruega atual quanto a Bíblia, fornece algumas introspecções interessantes nesta direção. Snorri Sturluson introduz Odin como um lorde guerreiro mortal da Ásia que adquire poderes mágicos, se estabelece na Suécia, e se torna um semi-deus após sua morte. Ao remover a divindade de Odin, Sturluson fornece então a história de um pacto do rei sueco Aun com  Odin para prolongar sua vida, sacrificando seus filhos. Mais tarde, no Heimskringla, Sturluson apresenta, em detalhes, como o Santo Olaf Haroldsson converteu brutalmente os escandinavos ao cristianismo.
Na Islândia, tentando evitar a guerra civil, o parlamento votou a favor da cristianização, mas tolerou a prática de cultos pagãos na privacidade dos lares. A atmosfera mais tolerante permitiu o desenvolvimento da literatura acerca das sagas, que foi uma janela vital para auxiliar a compreender a era pagã.
Por outro lado, a Suécia teve uma série de guerras civis durante o século XI, que terminou com a queima do templo em Uppsala.
 
A conversão não aconteceu rapidamente, independente se a nova fé fosse mais ou menos imposta pela força. O clérigo trabalhou fortemente no sentindo de ensinar à população que os deuses nórdicos eram apenas demônios, mas seu sucesso era limitado, e os deuses nunca se tornaram realmente malignos na mente popular. Dois achados arqueológicos extremamente isolados podem ilustrar quanto tempo a cristianização levou para atingir toda a região. Os estudos arqueológicos das sepulturas na ilha sueca de Lovön mostraram que a cristianização levou entre 150 a 200 anos.
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Do mesmo modo, na cidade comercial de Bergen, duas inscrições rúnicas do século XIII foram encontradas, onde a primeira diz “pode Thor o receber, pode Odin possuí-lo”. A segunda inscrição é um galdra que diz “eu entalhei runas de cura, eu entalhei runas de salvação, uma vez contra os elfos, duas vezes contra os trolls, três vezes contra os thurs”. A segunda menciona também a perigosa valquiria Skögul.
Apesar de haver poucos testemunhos do século XIV até o século XVIII, o clérigo, tal como Olaus Magnus (1555), escreveu sobre as dificuldades de extinguir a opinião antiga sobre os deuses antigos. O Þrymskviða parece ter sido uma canção raramente resistente ao tempo, como o romântico Hagbard e o Signy, e as versões de ambas foram gravadas no século XVII e século XIX. No século XIX e no início do século XX, os folcloristas suecos documentaram o que o povo comum acreditava, e o que eles deduziram era que muitas tradições dos deuses da mitologia nórdica haviam sobrevevido. Entretanto, as tradições estavam muito longe do sistema coeso desenvolvido por Snorri. A maioria dos deuses tinha sido esquecida e somente o caçador Odin e a figura de matador de gigantes de Thor aparecia em numerosas legendas. Freya era mencionado algumas vezes e Balder sobrevivia somente nas lendas sobre nomes de lugares.
 
Outros elementos da mitologia nórdica sobreviveram sem ser percebido como tal, em especial a respeito dos seres supernaturais no folclore escandinavo. Além disso, a opinião dos nórdicos sobre o destino foi muito firme até épocas modernas. Desde que o inferno cristão se assemelhou ao domicílio dos mortos na mitologia nórdica, um dos nomes foi aproveitado da fé antiga, Helvite, isto é, punição de Hel. Alguns elementos das tradições de Yule foram preservados, como a tradição sueca de matar um porco durante o Natal, que era originalmente parte do sacrifício a Frey.
 
Os deuses germânicos deixaram traços no vocabulário moderno. Um exemplo desta influência é alguns dos nomes dos dias da semana. A influência se deu após os nomes dos dias da semana serem desenvolvidos e espalhados pela língua dominante antiga, o latim, que definia os dias como Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno. Os nomes de terça-feira a sexta-feira foram substituídos completamente pelos equivalentes germânicos dos deuses romanos. Em inglês, Saturno não foi substituído, enquanto sábado foi renomeado após a definição do sabbath em alemão, e é chamado “dia da lavagem” na Escandinávia.
 
Richard Wagner também foi influenciado pela mitologia nórdica nos seus temas literários, compondo as quatro óperas que compreendem Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo).
 
No anime japonês: Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco, no Brasil), a mitologia nórdica também é utilizada, fazendo uma conexão com a mitologia grega. O OVA: A Grande Batalha dos Deuses, que é um curta de cinqüenta minutos, foi a primeira produção de Saint Seiya incluindo esses personagens e as lutas eram travadas em Asgard, apresenta alguns nomes como Odin, Loki, Frey e Midgard. Pouco tempo depois é lançada a Saga de Asgard, diferente do OVA, sendo uma série de televisão, não havendo qualquer conexão com a história do OVA, onde Odin era o deus de um pais nórdico (Asgard) e tem como súdita Hilda de Polaris, que é amaldiçoada pelo Anel de Nibelungo cedido pelo deus dos mares Poseidon – essa é a conexão com a mitologia grega. Nessa série, nomes como Thor, Siegfried e Fenrir são citados.
No Universo Marvel, o panteão nórdico e os elementos relacionados a este formam uma parte proeminente das histórias. Thor, em especial, foi um dos super-heróis mais longévelos da companhia. Os heróis do panteão nórdico também são apresentados como os personsagens do anime japonês Matantei Loki Ragnarok.
 
Odin, Thor, Loki e diversos outros seres e lugares da mitologia nórdica têm papéis recorrentes nas histórias em quadrinho de Sandman, de Neil Gaiman, mais notavelmente nas históriasEstações das Névoas (no Brasil, Estação das Brumas) e Os Mais Amáveis.
 
Mais recentemente, surgiram tentativas na Europa e nos Estados Unidos de reviver a velha religião pagã sob o nome de Ásatrú ou o Heathenry. Na Islândia, o Ásatrú foi reconhecida pelo estado como uma religião oficial em 1973, que legalizou suas cerimônias da união, nomenclatura dada às crianças e outros tipos de cerimoniais. É também reconhecida com uma religião oficial e legal na Dinamarca e na Noruega, apesar de recente.
 
A série de jogos da Sony “Valkyrie Profile” se inspira na mitologia nórdica, e coloca como protagonista a valquíria “Lenneth” em sua missão de recrutar os Einherjar para lutarem ao lado dos Aesir, durante o Ragnarok. O jogo foi lançado para o console Playstation. Alguns anos depois, devido ao grande sucesso, foi relançado para o PSP (Playstation Portable) e uma seqüência foi lançada para o Playstation 2 com o subtítulo “Lenneth”, para o Remake do PSP, e “Silmeria” para a versão do Playstaton 2, que foca a história centenas de anos antes dos ocorridos no jogo do Playstation.
A série de jogos do computador Creatures também utiliza diversos nomes da mitologia nórdica. Os mais proeminentes são os três tipos de criaturas com as quais você pode lutar, Nornas, Grendels e Ettins. E muitos nomes estão presentes também nos jogos da série Final Fantasy, dentre eles Odin (um ser que é invocado), a lança Gungnir, uma espada chamada Ragnarok e o martelo de Thor.
Outro jogo de grande sucesso é o MMORPG Ragnarök Online, criado pela empresa sul-coreana Gravity Corp. O game que está presente em diversos países, com servidores locais, nos idiomas dos respectivos países, se passa em Midgard e está repleto de citações sobre a mitologia nórdica, como lugares (Rune-Midgard, Árvore de Yggdrasil, Niflheim), monstros (Hati, Jormungand, etc), personagens (Fenrir, Freya, Valquírias, etc), além de servidores com nomes de personagens Odin, Thor, etc).
Também existe o jogo em terceira pessoa Rune, lançado em 2000 pela Human Head Studios, onde o jogador controlava um viking chamado Ragnar e era totalmente baseado na mitologia nórdica.
Na música, o Heavy Metal apresenta um subgênero especialmente criado com base no panteão nórdico: o Viking Metal, com um vasto grupo de fãs fiéis por todo o mundo. Se caracteriza, principalmente, pelo vocal gutural, pelas rápidas guitarras distorcidas e bateria de peso, pelo uso de instrumentos pouco convencionais, que remetem aos utilizados primitivamente na facção de música nórdica (violinos rústicos, alaúdes, violões folk, etc), e, em especial, pelas letras, sempre com esse padrão de temática, abordando as batalhas e a vida de deuses e seres míticos. Destaque para as bandas Bathory, Ensiferum, Thyrfing, Enslaved e Amon Amarth.
Em 2001, o grupo sueco Therion lançou o álbum Secret of the Runes, o qual remonta às origens e lugares da mitologia nórdica.
A banda norte-americana Manowar lançou em 2007 um álbum intitulado “Gods of War“, no qual é feita uma homenagem a deuses e animais da mitologia nórdica.

Influência na Ficção Científica

Os contos de grandes guerreiros e de magos mortais formaram a base para a ascensão do gênero fantasia no século XX.
 
Robert E. Howard utilizou extensivamente a mitologia nórdica em seus muitos trabalhos, sendo que sua criação mais conhecida é Conan, o bárbaro, um mercenário fictício e herói de diversas histórias curtas em banda desenhada (quadrinhos) e de um romance. Outros autores seguiram a mesma linha, sendo que o mais conhecido é J. R. R. Tolkien, que iniciou seus trabalhos baseados na saga de Beowulf criando O Hobbit, e posteriomente, construindo uma nova mitologia baseada no panteão nórdico, nos seus livros O Senhor dos Anéis e o Silmarillion. Após os trabalhos de Howard e Tolkien terem sido publicados, diversos outros autores foram encorajados a seguir a mesma trilha. Entre os mais famosos, se encontram Robert Jordan, Terry Brooks, Raymond Feist, David Eddings, Terry Pratchett e Tad Williams.
Esta profusão de autores ajudou a fantasia a se tornar um gênero literário separado. Por outro lado, o nascimento da fantasia também ajudou a aprofundar as histórias dos jogos de computador e dos Role Playing
Games – RPG. Alguns RPGs, como Dungeons and Dragons ou Dragonlance e “Ragnarok”, são baseados no trabalho dos autores (Howard e Tolkien) e em muitas mitologias, incluindo a nórdica.
Personagens da mitologia
A—B
Abakur, Abakur, Aegir, Alcis, Alemano, Alfadur, Alfes, Alfrodul, Alifader, Alois, Alp, Alrunos, Andrasta, Andvari, Angrboda, Asa-Loke, Asenheim, Asgard, Ask, Askur, Audumbla, Aurvandir, Balder, Baushee, Belatucadro, Beleno, Beli, Beowulf, Bergelmer, Berserker, Bestla, Bifrost, Bilskirnir, Borr, Bragi, Brakk, Breidablik, Brimir, Brosingamene, Buro, Byleipter


ODIN
C—F
Cor, Crodo, Dag, Dain, Dazbogu, Deduska Domovoj, Donar, Donnerstag, Duende, Eddas, Eggther, Ei, Einherjes, Eleno, Elfos, Elli, Embla, Erda, Eostre, Ezudes, Fafnir, Farbanti, Fenris, Fialar, Fiolnir, Fiorvim, Forsetes, Frea, Freki, Frey, Freya, Fricco, Frigga, Fulla, Fyorgin
 
THOR
G—H
Gefion, Gefiona, Geirendur, Geirrod, Gerda, Geri, Gersemi, Gialp, Gimli, Ginungagap, Gioll, Gladsheim, Glatnir, Glen, Gleipnir, Gna, Godan, Gondir, Grid, Grillnborst, Groa, Gullfaxi, Gullinburst, Gulltoppr, Gunhir, Gunnlod, Haiagriva, Hati, Hakemann, Har, Heidrúm, Heimdall, Hela, Hel, Henir, Hermodr, Hertos, Hilda, Hlidskialf, Hlin, Hlodin, Hlorridi, Höðr, Hoenir, Hofvarpnir, Holda, Hollarvaettir, Hongur, Hraesvelgr, Hreidmar, Hrungnir, Hrymtrussar, Hugin, Hvergelmir, Hymir


CAVALGADA
I—L
Iarl, Iarnsaxa, Iduna, Igdrasil, Imer, Irmino, Irminsul, Irpa, Jormungard, Jotunheim, Juba, Juwidia, Kari, Karl, Kelpi, Kelpie, Kenrs, Khors, Klabanterman, Klabber, Kobald, Krodo, Kua, Kvasir, Lada, Landvaettir, Landylfes, Laufey, Lif, Liftrasir, Loder, Lofn, Loki, Loptr


DRAGÃO
 
M—N
Magni, Magur, Man, Managarmer, Mani, Manno, Mara, Mardoll, Megingard, Meinvaettir, Menglod, Midgard, Midgardson, Mimamaid, Mimir, Mista, Mjolnir, Mokkurkalf, Mokosi, Mundilfari, Munin, Musspell, Musphelhein, Naglfar, Nana, Nara, Nastronol, Nealenia, Nehalennia, Nerto, Nibelungos, Nidhogg, Niflheim, Nijod, Niord, Nixes, Njord, Noatum, Nornas


MITO NÓRDICO
 
O—R
Odensberge, Odin, Odroerir, Odur, Olero, Ondina, Otr, Porevit, Práo, Ran, Reginn, Reno, Riesenheim, Rimer, Rimgrim, Rinda, Ring, Rossweise, Rowana, Rubezahl, Runas


BÁRBAROS
S
Sachrimnir, Saga, Sagas, Saxnot, Scorpyus, Seeylfe, Siegfried, Siegrune, Sif, Sigina, Sigurd, Silfos, Simarglu, Sindri, Siofn, Skadi, Skidbladnir, Skirmir, Skoll, Skogsfru, Skogsman, Sleipner, Snotra, Sreca, Sultur, Suttung, Svadilfari, Svantovit, Svipall, Syn


NORMANDOS
T—Z
Tanfana, Thor, Thrudheim, Thrym, Thuner, Tialfi, Tiazi, Timer, Tiro, Tivar, Trall, Trólensou, Trolléns, Trolls, Trude, Trudelmer, Trudr, Trudvang, Tyr, Uller, Urdar, Utgardaloke, Vaftrudener, Valgrind, Valhala, Valhol, Valquíria, Vanes, Var, Ve, Venusberga, Verdante, Vidar, Vola, Voltumna, Voluspâ, Volusú, Vor, Waeterrylfe, Wafzudnir, Walaskialf, Walhala, Walter-elven, Wieland, Wotan, Wodansberge, Yggdrasil, Ymir, Yord, Yormungard, Zeeneboch, Zhiridi,  Ziu, Zorgerdr, Zorr, Zrymeheim, Zrymheim, Zweger


VIKINGS

ODIN –  Na Granideum (mitologia nórdica), Odin (Wotan) era o maior dos deuses vikings, governante de Asgard e senhor de todas as magias. Possuía a lança Gungnir, que nunca errava o alvo, e em cujo cabo havia runas que ditavam a preservação da lei. Possuía também um cavalo de oito patas chamado Sleipnir.

Odin também era o deus da sabedoria. Ele atirou um de seus olhos no poço de Mimir em troca de um gole de sabedoria. Ele se enforcou, pendurando-se na árvore cósmica, Yggdrasil, para obter o conhecimento dos mortos, e foi revivido, por magia, em seguida. Ele se mantinha informado sobre os acontecimentos em toda a parte através de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), que vigiavam o mundo e contavam tudo o que se passa e o que já se passou no mundo.
 
Odin se tornou proeminente no panteão devido ao seu gosto pela batalha. Essa qualidade lhe conferiu popularidade entre os vikings quando eles começaram a atacar objetivos fora da Escandinávia. No salão de sua grande fortaleza, Valhala, ele reunia os abatidos em batalhas. Chamados de einherjars (mortos gloriosos), esses guerreiros eram preservados por Odin para ajudar os deuses na batalha final contra os gigantes, no Ragnarok.
 
Tem diversas amantes e concubinas, mas a sua esposa é Frigga.
 
Odin não era exatamente um guerreiro, mas inspirava os guerreiros a se lançarem freneticamente na batalha, sem nenhum sentimento e nenhum temor. Os rituais de enforcamento faziam parte da veneração a Odin, sendo que o suicídio por enforcamento era considerado um atalho para o Valhala.
 
Odin é a figura central do panteão germânico, o rei dos deuses; os germânicos, povo dado a luta e guerras, viam nele o protótipo da bravura, da altivez e do valor; os escandinavos dos últimos séculos pagãos, os Vikings aventureiros, terror do ocidente cristão, foram os derradeiros a combater invocando o nome de Óðinn (Odin). Ao lado do deus Loki, é a personagem de mais complexa personalidade dentro do panteão germânico, o que fez com que, embora seu nome fosse exaltado por muitos poetas, permanecesse obscuro para o camponês simples, mais identificados com Þórr (Thor) e Freyr, devido às suas características de deuses agrários.
Odin era tido em alta consideração pelos jarls e outros membros da nobreza nórdica, embora as pessoas comuns o temessem e venerassem Thor.
 
Odin seria assassinado durante o Ragnarok por Fenrir, o lobo gerado por Loki. A veneração a Odin diminuiu à medida que os vikings desistiram de atacar e optaram por ocupações mais pacíficas.
THOR – (nórdico antigo: Þórr, inglês antigo: Þunor, alto alemão antigo: Donar) é um deus de cabelos vermelhos e barba, de baixa estatura, representando a força da natureza (trovão) na Mitologia nórdica e também na Mitologia germânica, fazendo justamente seu raios com o seu martelo Mjolnir. Ele é o filho de Odin, o deus supremo de Asgard, e de Jord (Fjorgyn) a deusa de Midgard (a Terra). Durante o Ragnarök, Thor matará e será morto por Jörmungandr.
Ele era grande para um deus, extremamente fraco, por isso dependia de seu cinto meijingard para ter força, e um comilão (podendo comer uma vaca, em uma única refeição). Thor adorava disputas de poder e era o principal campeão dos deuses contra seus inimigos, os gigantes de gelo. Os fazendeiros, que apreciavam sua honestidade simplória e repugnância contra o mal, veneravam Thor em vez de Odin, que era mais atraente para os que eram dotados de um espírito de ataque. A arma de Thor era um martelo de guerra mágico, chamado Mjolnir (que lançava raios de luz), com uma enorme cabeça e um cabo curto, e que nunca errava o alvo e sempre retornava às suas mãos. Ele usava luvas de ferro mágicas para segurar o cabo do martelo branco, e o cinturão Megingjard que dobrava sua força. Sua esposa era Sif, a deusa da colheita, com quem teve a filha Thrud, e de sua união com a giganta Jarnsaxa, teve os filhos Magni e Modi. Os antigos escritores (Saxo, Adam de Bremen, Aelfric, Snorri) identificaram Thor com o deus Greco-Romano Júpiter, porque ambos são filhos da Mãe-Terra, comandante das chuvas, dos raios e trovões, são protetores do mundo e da comunidade cujo símbolo era o carvalho, representando o tronco da família. Os animais de ambos deuses era o carneiro, o bode e a águia. Thor era sempre apresentado com seu martelo e Júpiter com seu cetro. Thor matou a serpente Jormungand e Júpiter o dragão Tifon.
 
Thor gostava da companhia de Loki, apesar do talento desse embusteiro para colocar ambos em confusões. As histórias de suas aventuras estão entre as mais ricas da mitologia nórdica. No panteão nórdico, Thor era o destruidor do mal e o segundo maior expoente dos deuses Aesir.
 
No Ragnarok, a tarefa de Thor era matar a cruel Jormungand ou Serpente Midgard (uma serpente que envolve a Terra), cria de Loki, mas ele morreu na batalha.
 
Os anglo-saxões deram o nome de Thor ao quinto dia da semana, Thursday ou seja “Thor’s day” (quinta-feira, em inglês).
LOKI – (também conhecido como Loke ou Loptr) é um deus ou um gigante da mitologia nórdica. Deus do fogo, também está ligado à magia e pode assumir muitas formas. Ele não pertence aos Aesir, embora viva com eles. Pode ser considerado como um símbolo da maldade, traiçoeiro, de pouca confiança; está entre as figuras mais complexas da mitologia nórdica.
Ele possui um grande senso de estratégia e usa suas habilidades para seus interesses, envolvendo intriga e mentiras complexas. Sendo um misto de deus e gigante, sua relação com os outros deuses é conturbada.
 
Entretanto, ele é respeitado por Odin, os dois mantém relações fraternas. Ele também ajuda Thor em algumas situações para recuperar seu martelo Mjölnir, roubado pelos gigantes.
 
As referências a Loki estão no Edda em verso, compilado no século XIII, a partir de fontes tradicionais, no Edda em prosa, e no Heimskringla, escrito no século XIII por Snorri Sturluson. Ele também aparece nos Poemas rúnicos, a poesia dos escaldos, e no folclore escandinavo. Há teorias que conectam o personagem com o ar ou o fogo, e que ele pode ser a mesma figura do deus Lóðurr.
 
O compositor Richard Wagner apresentou o personagem com o nome germânico Loge em sua tetralogia de óperas Der Ring des Nibelungen. Entretanto, essa variação do nome, na realidade, diz respeito a outro personagem nórdico, o gigante de fogo Logi, o que reforça sua relação com o fogo.
FREYA – Freya é a Deusa-Mãe da dinastia de Vanir na mitologia nórdica. Filha de Niord e Skade (Skadi), o deus do mar, e irmã de Frey, ela é a deusa do sexo e da sensualidade, fertilidade, do amor e da atração, da luxúria, da música e das Flores. É, também, a deusa da magia e da adivinhação, da riqueza (as suas lágrimas transformavam-se em ouro) e líder das Valquírias (condutoras das almas dos mortos em combate).
 
De carácter arrebatador, teve vários deuses como amantes e é representada como uma mulher atraente e voluptuosa, de olhos azuis, trazendo consigo um colar mágico, emblema da deusa da terra.
 
Diz a lenda que ela estava sempre procurando, no céu e na terra, por Odur, seu marido perdido, enquanto derramava lágrimas que se transformavam em ouro na terra e âmbar no mar.
 
Na tradição germânica, Freyja e dois outros vanirs (deuses de fertilidade) se mudaram para Asgard para viver com os aesirs (deuses de guerra), como símbolo da amizade criada depois de uma guerra. Ela usava o colar de Brisingamen, um tesouro de grande valor e beleza que obteve dormindo com os quatro anões que o fizeram.
 
Ela compartilhava os mortos de guerra com Odin. Metade dos homens e todas as mulheres mortos em batalha iriam para seu salão Sessrumnir.
 
O seu nome tem várias representações (Freia, Freja, Froya, etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Frigga; mas ela também foi uma grande fiandeira na antiguidade.
MODI – filho do poderoso deus Thor com a giganta Jarnsaxa, tem como irmão Magni.  Era o deus da fúria, da ira, da coragem na batalha; não era muito reconhecido pelos deuses, os únicos seguidores que ele tinha eram os guerreiros sanguinários e maníacos.
 
Os seus seguidores tinham tanto gosto pela batalha que utilizavam várias drogas, pois acreditavam que podiam aumentar a sua sede por batalha, e assustar mais os inimigos; alguns de seus seguidores também seguiam a deusa Sif, esposa de Thor, simplesmente por que ela era a deusa da habilidade em combate, e ela apreciava os guerreiros leves e habilidosos.
 
De acordo com a profecia, depois de seu pai ser morto durante o ragnarok, Modi e seu irmão Magni herdarão o martelo sagrado de Thor Mjolnir
THURD – filha de Thor com Sif, meia-irmã de Magni e Modi, ela não é bem uma deusa; é simplesmente um guerreira imortal, uma guerreira louca por sangue e nunca parava, até ela virar uma valquíria; as valquírias levavam os guerreiros mortos em batalhas para o Valhalla, que era onde os guerreiros mortos ficam até o Ragnarok, para ajudar os deuses na batalha contra o mal.
 
Thurd, diferente das outras valquírias, não é uma seguidora compulsiva da ordem e do respeito; é a valquíria mais violenta de todo Asgard. Se tiver uma batalha, ela ataca na hora, diferente das outras valquírias, que tentam acalmar os inimigos.
 
Uma vez um anão chamado Alvin, que trabalhava fazendo armadura para os deuses, viu Thurd e se apaixonou; na hora pediu a mão dela em casamento, mas ela se negou, pois achava ridículo seu tamanho, mas ele continou insistindo, até que Thor, pai de Thurd, convenceu o anão a ficar em cima de um morro a noite toda, até chegar o amanhecer, e transformou o anão em pedra, pois os anões não podiam ver o sol, senão viravam pedra.

NOTT – Na mitologia nórdica, Nótt era conhecida como SENHORA DA NOITE, que percorria o céu durante a noite numa carruagem ou num cavalo negro conhecido como “CRINA DE GELO”. De acordo com a lenda, sempre que o cavalo espumava pela boca ou sacudia suas crina, formava o orvalho e a geada.

 
É a personificação da noite e filha de gigante Nörfi (também Narfi ou Nörr). Foi esposa de Naglfari, com quem teve um filho chamado Aud; logo, com Annar, teve uma filha chamada Jörd, e finalmente se casou com Delling, que era um dos deuses, com quem teve um filho chamado Dagr.
 
Sua origem e natureza são descritas por Snorri Sturluson no primeiro capítulo da Edda prosaica, em Gylfaginning.
 
Retratada por uma mulher madura com pele escura, com trajes escuros, NOTT teve 3 maridos: Delling (Alvorada), Anar (água), e Naglfari (crepúsculo).
FRIGGA – era a deusa mãe da dinastia do Aesir, esposa de Odin, e representa a fertilidade, o amor e a união. Na Mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções.
Tem o poder da profecia, embora não diga o que conhece, e seja única, à excepção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskjalf e olhar para fora, sobre o universo. Participa, também, na Caça Selvagem (Asgardreid), junto com seu marido. As crianças de Frigga são Balder, Höðr e, a partir de uma fonte inglesa, Wecta; seus enteados são Hermóðr, Heimdall, Tyr, Vidar, Váli, e Skjoldr. Thor é seu irmão ou um enteado.
 
O companheiro de Frigga é Eir, o médico dos deuses da cura. Os assistentes de Frigg são Hlín (a deusa da proteção), Gná (a deusa dos mensageiros), e Fulla (deusa da fertilidade). Não é claro se os companheiros e os assistentes de Frigga são os aspectos simplesmente diferentes da própria Frigga. De acordo com o poema Lokasenna, Frigga é a filha de Fjorgyn (versão masculina da “terra,” cf. versão feminina da “mãe terra,” de Thor), sua mãe não é identificada nas histórias que sobreviveram.
 
Acreditava-se que era detentora de uma enorme sabedoria, conhecendo o destino dos Homens, sem, no entanto, alguma vez o revelar.
 
É representada como uma mulher alta e majestosa, vestida de penas de falcão e gavião, trazendo um molho de chaves no cinturão.
 
O seu nome tem várias representações (Frige, Frija, Fricka etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Freya.
 
Atributos
 
Na Escandinávia, a constelação conhecida como “Constelação de Órion” é denominada “Frigga Distaff” (Fuso de Frigga). Como a constelação está no equador celestial, vários intérpretes sugerem que as estrelas que giram no céu da noite podem ter sido associadas com a roda girando de Frigga. Em diversas passagens ela é representada fiando tecidos ou girando as nuvens.
 
O nome Frigga pode ser traduzido como “amor” ou “apaixonado” e traz inúmeras variações entre as muitas culturas européias do norte, tanto de local como de tempo. Por exemplo, Frea no Alemão Sulista, Frija ou Friia no Alto Alemão Arcaico, Friggja em Sueco, Frīg (genitivo Frīge) no Inglês Arcaico, e Frika, que apareceu nas óperas de Wagner. Também é sugerido por alguns autores que o “Frau Holle” da cultura folclórica alemã refere-se à deusa.
 
O salão de Frigga em Asgard é Fensalir, que significa “salões do pântano”. Isto pode significar que as terras alagadiças ou pantanosas eram consideradas especialmente sagradas à deusa, mas tal afirmação não pode ser considerada definitiva. A deusa Saga, que foi descrita bebendo com Odin em copos dourados em seu salão de “assentos submersos”, pode ser que represente Frigga com um nome diferente.
 
Os símbolos normalmente associados com Frigga são chaves, Fuso, Eixo da roca (roda girando), Visco.
RAN – Esposa de Aegir, Ran governa o mar. Temida pelos marinheiros por ser uma deusa maligna que os arrastava para o fundo do mar, se tivesse a oportunidade. Deusa do Submundo e dos Elfos Escuros, Senhora dos Mortos.
 
Ran costuma afogar os marinheiros que não aceitam ser maridos de suas filhas ou dela mesma. As pessoas que morrem afogadas não vão parar no Valhala, por isso Ran tem responsabilidade por alguns mortos.

SAGA – “A Mãe da Sabedoria”, conhecida como “A Deusa Onisciente”, é considerada por alguns autores como um aspecto da deusa Frigga, representando as memórias do passo. De fato, ela fazia parte da constelação de doze deusas que auxiliava e acompanhava Frigga. Sua genealogia exata é bem desconhecida, tendo sida perdida ou esquecida ao longo dos tempos. Supõe-se que ela tenha pertencido a uma classe de divindades muito antigas, anterior aos Aesir e Vanir, e personificava os registros da passagem do tempo.

 
Saga era descrita como uma mulher majestosa. Vivia no palácio Sokkvabek, às margens de uma cachoeira, cujas águas frias desapareciam em uma fenda para dentro da terra. Para aquele que a procuravam em busca de inspiração e sabedoria, ela oferecia a água cristalina do “rio dos tempos e eventos” em um cálice de ouro. Era para lá que, diariamente, também ia Odin, para trocar histórias e conhecimentos, e ouvir as canções de Saga sobre os tempos antigos.
 
Saga e segja significam “história, conto, lenda”. Quando a tradição oral dos antigos começou a ser esquecida por causa das perseguições cristãs, algumas pessoas mais instruídas começaram a transcrever as lendas e criaram, assim, os primeiros relatos escritos ou sagas. Essas histórias não eram novas, mas recebiam detalhes ou nuances diferentes, de acordo com quem as redigia. O contador de história era o sögumadr (saga man), ou a sögykona (saga woman), respectivamente um homem sábio ou uma mulher sábia.
 
O arquétipo de Saga é o das contadoras de histórias, das mulheres idosas e sábias que conhecem fatos e dados do passado, e que relembram e preservam as tradições dos antepassados. Invocar Saga ajuda a compreender e relembrar o passado, descobrir e aprender fatos culturais e históricos das culturas antigas e preservar o legado dos nossos ancestrais.
 
Saga era reverenciada como a padroeira dos poetas, escritores, historiadores, arqueólogos, antropólogos, contadores de histórias e educadores.
VALQUÍRIAS – Na mitologia nórdica, as valquírias eram deidades menores, servas de Odin.
O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (algo como “as que selecionam os mortos em batalha”). Nos séculos VIII e IX o termo usado era wælcyrge.
 
As valquírias eram belas jovens, mulheres louras de olhos azuis que, montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos, entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.
 
As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Devido a um acordo de Odin com a deusa Freya, que chefiava as valquírias, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.
 
As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes, e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras, e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam, causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.
 
As valquírias originais eram Brynhild ou Brynhildr (“correspondente de batalha”, muitas vezes confundida com Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun (“runa da vitória”), Kara, Mist, Skogul (“batalha”), Prour (“força”), Herfjotur (“grilhão de guerra”), Raogrior (“paz do deus”), Gunnr (“lança da batalha”), Skuld (“aquela que se torna”), Sigrdrifa (“nevasca da vitória”), Svava, Hrist (“a agitadora”), Skeggjold (“usando um machado de guerra”), Hildr (“batalha”), Hlokk (“estrondo de guerra”), Goll ou Göll (“choro da batalha”), Randgrior (“escudo de paz”), Reginleif (“herança dos deuses”), Rota (“aquela que causa tumulto”) e Gondul ou Göndul (“varinha encantada” ou “lobisomem”).
 
Richard Wagner compôs uma imponente ópera chamada “A Valquíria” (Die Walküre).
MUNDO DOS DEUSES
Asgard (em nórdico antigo: Ásgarðr) é o reino dos deuses, os Æsir, na mitologia nórdica, mundo separado do reino dos mortais, Midgard. Asgard era, originalmente, conhecido como Godheim (o repouso dos deuses), pois os primeiros investigadores da mitologia confundiram o nome do mundo dos deuses com o seu castelo mais importante e, neste caso, Godheim se tornou Asgard em muitas fontes históricas.
 
Os muros que cercam Asgard foram construídos por um gigante (identificado freqüentemente e equivocadamente como Hrimthurs). Como pagamento por seu trabalho, ele deveria receber a mão de Freya em casamento, o sol e a lua. O acordo só valeria desde que o trabalho fosse terminado dentro de seis meses. Com o intuito de evitar honrar o acordo, Loki transformou-se em uma égua e afastou o cavalo mágico do gigante, Svadilfari. Deste modo, o trabalho não foi terminado a tempo, e os deuses conseguiram evadir-se do pagamento. Loki, em compensação pela “distração” do cavalo do gigante, pariu Sleipnir, o cavalo de 8 patas de Odin.
 
O guardião de Asgard é Heimdall. A planície de Ida é o centro de Asgard. Os Æsir encontram-se lá para a discussão de temas importantes – os deuses masculinos reúnem-se em um salão chamado Gladsheim, e as deusas em um salão chamado Vingolf. Eles também encontram-se diariamente no Well of Urd, abaixo de Yggdrasil.
 
Alternativas: Ásgard, Ásgardr, Asgardr
 
Em outras línguas:
 
sueco e dinamarquês comum: Asgård
norueguês: Åsgard (também pode ser Åsgård, mas o mais comum é Asgaard)
islandês: Ásgarður.
OS MUNDOS DOS NÓRDICOS
Yggdrasil (nórdico antigo: Yggdrasill) é uma árvore colossal (algumas fontes dizem que é um freixo, outras que é um teixo), na mitologia nórdica, que era o eixo do mundo.
 
Localizada no centro do universo, ligava os nove mundos da cosmologia nórdica, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, fincavam os mundos subterrâneos; o tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
 
Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por esse motivo, ela sempre é guardada por uma centúria de valquírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta a vida e apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença.
Os nove mundos contidos na Yggdrasil são:
Midgard, o mundo dos homens. É representado por Jera, a runa do ciclo anual;
Asgard, o mundo dos Aesir. É representado por Gebo, a runa da troca;
Vanaheim, o mundo dos Vanir. É representado por Ingwaz, a runa da semente;
Helheim, o mundo dos mortos. É representado por Hagalaz, a runa do granizo;
Svartalfheim, o mundo dos anões ou elfos escuros. É representado por Elhaz, a runa do teixo;
Ljusalfheim, o mundo dos elfos de luz. É representado por Dagaz, a runa do dia;
Jotunheim, o mundo dos gigantes. É representado por Nauthiz, a runa da necessidade;
Niflheim, o mundo de gelo eterno. É representado por Isa, a runa do gelo;
Muspelheim, o mundo de fogo. É representado por Sowilo, a runa do sol.

Bibliografia:

LANGER, Johnni. Religiao e magia entre os Vikings. Revista Brathair vol. 5 n. 2, 2005
LANGER, Johnni. Guia de Vikings
SEGANFREDO, Carmen Alenice; As melhores histórias da mitologia nórdica; São Paulo: Artes e ofícios, 2004.

Wikipedia

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

Fonte:http://eradapaz.blogspot.com/2011/07/mitologia-nordica.html#ixzz3k1XKuuvP

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