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“O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.”

Instrução  II

O Princípio de Correspondência contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da existência. O antigo axioma hermético diz as palavras: “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. A compreensão desse princípio dá meios de explicar muitos paradoxos e segredos da Natureza. Por meio desse saber, pode-se estudar e chegar a compreender muitas coisas fora de alcance, em planos existenciais distantes, porque se tem acesso a eles por meio da correspondência.

As vidas no planeta são as interações de todos os elementos que estruturam o universo, as vidas nada mais são do que interações harmoniosas de todos os elementos e de todas as forças que estruturam o campo da existência. De acordo com os antigos hermetistas, o uso constante do Princípio da Correspondência rasga aos poucos o véu de Ísis e um vislumbre da face da Deusa pode ser percebido. É o mesmo que os princípios da geometria habilitam o homem, enquanto em seu observatório, a medir sóis longíguos, assim também o conhecimento do Princípio da Correspondência habilita o homem a raciocinar inteligentemente do conhecido ao desconhecido.

O Segundo Grande Princípio Hermético explica a verdade que há uma harmonia, uma correlação e correspondência entre os diferentes planos de Manifestação, Vida e Existência. Esta afirmação é uma verdade porque tudo o que está incluído no Universo emana da mesma fonte; as mesmas leis, princípios e características se aplicam a cada unidade, ou combinação de unidades de atividade, assim como cada qual manifesta seus fenômenos no seu próprio plano.

Temos diferentes planos no Universo, cada qual com seus fenômenos. O Universo é dividido em três grandes classes de fenômenos, conhecidas como os Três Grandes Planos que são O Grande Plano Físico, O Grande Plano Mental e O Grande Plano Espiritual. Estas divisões são na verdade graus ascendentes da grande escada da Vida, o ponto mais baixo da qual é a Matéria não diferenciada, e o ponto mais elevado o Espírito; mas esses planos se interpenetram, portanto não é possível, na prática, exata separação dessas realidades. Esses Três Grandes Planos são considerados como três grandes grupos de graus de Manifestação Vital.

“Plano” não é lugar tendo dimensões, nem uma dimensão ordinária do espaço, mas é um estado ou uma condição, um grau de dimensão em escala sujeita a medida.  Pode parecer paradoxal, mas examinemos melhor o assunto. Uma “dimensão” é uma medição, por exemplo, de espaço, em linha reta em relação ao comprimento. As dimensões do espaço são comprimento, largura, altura, também a espessura e a circunferência. Mas há outra dimensão, a das coisas criadas e não manifestadas na Matéria densa, há muito conhecida dos ocultistas, também hoje dos cientistas, apesar destes não a denominarem com o termo “dimensão”; e esta nova dimensão, que futuramente será mais investigada como Quarta Dimensão, é a marca usada na determinação dos Graus ou Planos. Que hoje a ciência já investiga isso através de experimentos com partículas subatômicas. Mas como essa Quarta Dimensão, que não é um lugar no espaço e sim um estado, uma condição, pode estar sujeito a medidas.

De fato, vários experimentos científicos hoje estudam o assunto. Esta Quarta Dimensão pode ser chamada a “Dimensão da Vibração”. Como disse, esse é um fato bem conhecido para a moderna ciência, mas também para os hermetistas que há milênios estabeleceram essa verdade no seu Terceiro Princípio hermético, que estudaremos depois, onde se enuncia que “tudo se move, tudo vibra, nada está parado”. Os diferentes coeficientes, direções e maneiras ou formas de movimento dessas vibrações estabelecem graus numa escala, que pode ser medida, e estabelecem os graus da Quarta Dimensão, graus esses que os ocultistas chamam de “Planos”. O grau mais elevado de vibração constitui o plano mais elevado, onde se acham as mais elevadas manifestações da Vida. Assim, apesar de um Plano não ser um lugar, nem ainda um estado ou uma condição, ele possui as qualidades de ambos.

Deve-se lembrar que as divisões dos fenômenos do Universo que são empregadas pelos hermetistas visam facilitar o pensamento e o estudo dos vários graus e formas da atividade e da vida universal. O átomo de matéria, a unidade de força, a mente do homem e a existência do Arcanjo são graus de uma escala, e fundamentalmente a mesma coisa, a diferença sendo simplesmente uma questão de grau e coeficiente de vibração; tudo é criação do Todo, e só têm sua existência na Infinita Mente do Todo. Os hermetistas subdividem cada um dos Três Grandes Planos em Sete Planos menores, e cada um destes são também subdivididos em sete subplanos, penetrando uns nos outros, e novamente, adotados para conveniência do estudo.

Vamos então estudar com atenção as subdivisões do Grande Plano Físico.

O Grande Plano Físico, com seus Sete Planos menores, é a divisão dos fenômenos do Universo que inclui todos os que são relativos às coisas, forças e manifestações físicas ou mentais. Inclui todas as formas de que chamamos Matéria, Energia ou Força. A filosofia hermética não reconhece a Matéria como uma “coisa em si”, ou como tendo uma existência separada constante na Mente do Todo. Os ensinamentos explicam que a Matéria é antes uma forma da Energia, num coeficiente inferior de vibrações de certa espécie. Assim, o hermetismo classifica a Matéria como a extremidade inferior da Energia dando-lhe três dos Sete Planos menores do Grande Plano Físico. Temos assim, os três Planos da Matéria (A, B, C), o Plano da Substancia Etérea, e os três Planos da Energia (A, B, C), nessa seqüência.

O Plano da Matéria (A) compreende as formas da Matéria em suas formas de sólidos, líquidos e gasosos como geralmente reconhecem os livros de física.  O Plano da Matéria (B) compreende as formas mais elevadas e mais sutis da Matéria, cuja existência a ciência moderna já reconhece, que são os fenômenos da Matéria Radiante (radioatividade, laser, ressonância magnética, etc.), contidos na subdivisão inferior deste Plano menor: subdivisão de (B). O Plano da Matéria (C) compreende as formas da Matéria mais sutil e tênue, cuja existência não é suspeitada pelos cientistas. O Plano da Substancia Etérea compreende o que a ciência chama “O Éter”, uma substancia de extrema tenuidade e elasticidade, que penetra todo o Espaço do Universo, e age como mediador para a transmissão de ondas de energia, como a luz, o calor, a eletricidade, etc. Esta substancia etérea forma um elo entre a Matéria e a Energia, e participa da natureza de ambas. Também este plano tem sete subdivisões, como todos os Planos menores anteriores, e os três da Energia. Imediatamente acima desse Plano está o Plano da Energia (A) que compreende as formas de Energia conhecidas da ciência, sendo os sete subplanos o Calor, a Luz, o Magnetismo, a Eletricidade, a Gravitação, Afinidade Química e Radioatividade. O Plano da Energia (B) tem sete subdivisões de energias e são as “Forças Mais Sutis da Natureza”, presentes nas manifestações de certos fenômenos mentais. O Plano de Energia (C), também com sete subplanos, tem Energias tão elevadas que têm muitos caracteres da Vida, Energias mais afeitas ao uso dos entes do Plano Espiritual. Tais Energias são distantes do homem comum, e são tidas como expressão da Força Divina.

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Vamos começar a estudar as subdivisões do Grande Plano Mental.

O segundo Grande Plano, O Grande Plano Mental, compreende as formas de pensamentos viventes, alguns deles normalmente reconhecidas, outros somente pelos ocultistas. Esse Grande Plano tem a seguinte subdivisão, na seqüência: o Plano da Mente Mineral, o Plano da Mente Elemental (A), o Plano da Mente Vegetal, o Plano da Mente Elemental (B), o Plano da Mente Animal, o Plano da Mente Elemental (C) e o Plano da Mente Hominal. O Plano da Mente Mineral compreende os estados ou as condições das unidades, entidades ou grupos e combinações que animam as formas conhecidas como minerais. Essas entidades não podem ser confundidas com as moléculas, os átomos, que são simplesmente os corpos ou as formas materiais destas entidades, assim como o corpo de um homem é a sua forma material e não ele mesmo. Essas entidades podem ser chamadas de espíritos, seres viventes em um grau inferior de desenvolvimento, vida e mente, exatamente um pouco maior que as unidades de Energia Vivente que compreendem elevadas subdivisões do Plano Físico. Como ocultistas atribuímos então possessão de mente, espírito e vida ao Reino Mineral. As moléculas, átomos estruturam minerais que têm seus amores e ódios, suas semelhanças e dessemelhanças, atrações e repulsões, afinidades e desafinidades, sendo então que o desejo, a vontade, as emoções e todos os sentimentos dos minerais apenas diferem em grau dos que têm os homens. O próximo Plano, O Plano da Mente Elemental (A), compreende o estado ou condição e desenvolvimento mental e vital de seres invisíveis aos sentidos do homem comum, mas muito presentes na vida do Universo, e muito conhecidos dos hermetistas. Seu grau de inteligência está entre a das entidades minerais e das vegetais, havendo sete subdivisões. Aqui se enquadram os Seres Elementais.

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Vamos continuar a estudar os restantes cinco Planos Menores do Grande Plano Mental.

O terceiro Plano na seqüência, O Plano da Mente Vegetal, em suas sete subdivisões, compreende os estados ou as condições das entidades contidas no Reino Vegetal, os fenômenos vitais e mentais que as pessoas de inteligência média já podem bem compreender. Aliás, muito hoje se publica sobre o assunto “Mente e Vida das Plantas”. As plantas têm vida, mente e espírito, tanto quanto os animais e o homem. Temos então, nas suas sete subdivisões, desde o ser vegetal unicelular até os pluricelulares, e dentre estes, dos menos aos mais evoluídos. O Plano Elemental (B), nas sete subdivisões, compreende os estados de uma forma mais elevada das entidades elementais, invisíveis ao homem comum, cuja mente e vida situam-se na escala entre o Plano da Mente Vegetal e o Plano da Mente Animal, participando da natureza de ambos. O Plano da Mente Animal, com sete divisões, compreende os estados de entidades, entes ou espíritos que animam as formas de vidas animais, dos menos aos mais evoluídos, muitos familiares ao homem. O Plano de Mente Elemental (C), nas sete subdivisões também, compreende entidades ou seres invisíveis, como o são todas as formas elementais, conhecidos aqui como animais de poder em certos rituais, participam da natureza da vida animal e da humana em certo grau e em certas combinações. As formas mais elevadas são meio-humanas em inteligência. Esses seres são muito conhecidos dos ocultistas e das religiões xamânicas, nas suas diferentes expressões. Por fim, o último dos subplanos do Grande Plano Mental é o Plano da Mente Humana, nas suas sete subdivisões, que compreende as manifestações da vida e da mentalidade que são comuns ao Homem, nos seus vários graus e divisões. O homem médio ocupa a quarta subdivisão desse Plano, e somente o mais evoluído cruzou as fronteiras da quinta subdivisão. A espécie humana gastou milhões de anos para alcançar esta posição, e serão necessários muitos anos mais para que ela passe à sexta e à sétima subdivisão e vá além. Contudo há alguns espíritos avançados da nossa espécie que ultrapassaram as massas e que passaram a sexta e a sétima etapa, e alguns poucos estão acima delas. O homem da sexta subdivisão é denominado “Super-Homem”, e o da sétima “O Homem de Cima”. Os planos elementais que estudamos têm a mesma relação com os planos da Mentalidade e da Vida Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, como as claves pretas do teclado do piano têm para com as claves brancas; as claves brancas produzem música, mas há certas escalas, melodias e harmonias em que as claves pretas são essenciais; são elos da condição do espírito; são entidades que podem atingir diversos planos, agindo no processo da evolução da vida.

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Vamos estudar o último grande plano, O Grande Plano Espiritual.

Sobre O Grande Plano Espiritual poderemos falar somente nos termos mais gerais porque como poderemos explicar estes estados mais elevados do Ente, da Vida e da Mente para nós mesmos que somos inábeis para compreender e entender essas mais elevadas expressões de Vida. Como pode ser a luz descrita por um homem nascido cego, ou a harmonia a um nascido surdo? A nomenclatura que a humanidade tem usado para os Seres desse Grande Plano, e que o hermetismo adota, tem apenas o propósito de classificar e nomear essas expressões de Vida para o estudo. Tudo que podemos dizer é que os sete planos menores do Grande Plano Espiritual, e cada plano menor com suas sete subdivisões, compreendem os Entes que possuem a Vida, a Mente e a Forma acima da do homem atual, como a deste está acima do verme terrestre, do mineral ou de certas formas da Energia. A Vida destes Seres é tão transcendental para nós que ainda não podemos pensar nos detalhes, e nossos processos mentais são para Eles como muito próximos da matéria. A matéria de que são compostos são dos planos mais elevados da Matéria, e muitos estão constituídos por um estado de pura Energia. Nos sete planos menores do Grande Plano Espiritual existem Entes que chamamos de Anjos, Arcanjos e Semideuses. No primeiro plano menor vivem as grandes almas que denominamos Adeptos, Mestres Ascensos, e os Seres Interplanetários. Acima deles fica a Grande Hierarquia das Hostes Angélicas, inconcebíveis ao entendimento do homem; acima destas ficam os que podem ser chamados de Os Deuses, tão elevados na escala da existência estão que suas inteligências e poderes são semelhantes aos atribuídos pela espécie humana às suas concepções da divindade. Estes Seres, como também os das Hostes Angélicas, tomam interesse nos negócios do Universo, promovendo proteção e exercendo poderosa influencia no processo da Evolução e do Progresso Cósmico. Há ocasionais intervenções Deles na assistência nos negócios humanos, o que criou as muitas lendas, crenças, religiões e tradições do passado ao presente. Essas Entidades impõem ao mundo os seus conhecimentos e poderes conforme a Lei do Todo. Estamos tratando das Entidades do terceiro subplano do Grande Plano Espiritual, e mesmo com os grandes ocultistas, os mais iluminados como o Mestre Hermes, e com todas as tradições dos estudos místicos da humanidade, não passamos além dessas noções; notícias dos outros subplanos mais elevados ainda não foram canalizadas, somente suas existências!

 

É importante saber que mesmo esses mais elevados Entes deste plano, existem simplesmente como criações do Todo, e são sujeitos aos Processos Cósmicos e às Leis Universais. Eles são ainda Mortais. Podemos chamá-los deuses comparados conosco, mas ainda são os Irmãos mais Velhos da existência, as Almas mais avançadas que ultrapassaram os seus irmãos, e que renunciaram ao êxtase da Absorção pelo Todo com o fim de ajudar o Universo, e a humanidade, cada qual em sua escala de vibração, para a jornada de subir o Caminho, buscar a Evolução. Mas eles pertencem ao Universo e estão sujeitos às suas condições, são mortais, e os seus planos estão abaixo do Espírito Absoluto. Os fenômenos espirituais são tão superiores aos Planos Mentais, fora de nossa compreensão, que uma tentativa de explicá-los resultaria em confusão de idéias, falsas idéias certamente; somos cegos e surdos à essa realidade.

Esses fenômenos são tão superiores que somente aqueles cujas mentes foram há muito adestradas nas linhas da filosofia hermética, pelas encarnações, e que transportam consigo conhecimentos adquiridos, podem compreender o significado dos ensinamentos sobre o Plano Espiritual. A procura de nossos templos, e a de outros templos hermetistas para a busca desses ensinamentos, demonstra uma aptidão que se encontra nas pessoas que estão em meio a essa jornada, como certamente é o caso dos aqui presentes, e que persistirem na caminhada.

 

Muitos destes preceitos são considerados secretos por nós, hermetistas, são sagrados, importantes, mas perigosos para a disseminação ao público em geral. É porque o reconhecimento da palavra Espírito, e o contato com esse poder, é semelhante ao Poder Vivente, à Força Animada (que anima), à Essência Oculta, à Essência da Vida. Não se deve confundir essa força com os termos usuais de religioso, eclesiástico, etéreo, santo, etc. Aos ocultistas o Espírito tem o sentido do “Princípio Animado”, idéia de poder, energia vivente, força mística. E nós ocultistas sabemos que o que é conhecido como Poder Espiritual pode ser empregado tanto para o mau como para o bom fim, em concordância ao Princípio da Polaridade, que estudaremos mais adiante, fato bem conhecido de muitas religiões, nas suas concepções de diabo, Lúcifer, Anjos caídos, etc. Por isso, nossos experimentos e mais profundos estudos destes Planos se conservarão na Câmara Secreta do Templo, para os que de nós lá adentrarmos no futuro como sacerdotes e sacerdotisas. Podemos afirmar que aquele que atingiu os poderes espirituais superiores possíveis ao humano, e empregou-os mal, tem um terrível destino, e a vibração do pêndulo do Ritmo inevitavelmente lançá-lo-á no extremo mais baixo da existência material, de cujo ponto terá de refazer sua jornada pelas muitas voltas do Caminho, mas sempre com a tortura de ter consigo uma ligeira memória das alturas de que caiu por causa das más ações. A lenda da queda dos Anjos tem uma base nos fatos atuais como bem sabem os mais avançados ocultistas. Os esforços para poderes egoístas no Plano Espiritual inevitavelmente traz ao espírito egoísta a perda da sua balança espiritual, e a queda do mesmo modo que foi elevado. Mas ainda assim, a tal alma é dada a oportunidade da volta.

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O Principio da Correspondência “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”, permeia todos os Três Grandes Planos, o Físico, o Mental e o Espiritual, porque há uma correspondência harmoniosa e correlação entre os diversos planos.

 

Fonte: http://www.hermetismo.net/2011/07/principio-de-correspondencia.html

 

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